terça-feira, 6 de março de 2012

Sobre as fatalidades da vida

Fato:
viver em São Paulo corresponde a uma outra experiência temporal, um outro sentimento existencial. Aqui vive-se o paradoxo da solidão na multidão, de maneira intensa (sem metáforas). O tempo aqui não é vivido, é consumido. Isso reflete, de certa forma, na raridade dos encontros. As pessoas se esbarram, mas não se encontram.

(A loucura, a cidade, e um pouco de verdade)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Versões da Solidão

Multidão vazia de corpos
:conformados
, deformados
, reformados
.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Do atual

Enquanto consumimos suas fantasias, eles consomem nossas mentes.

Retas

Porque meu corpo

ah,

meu corpo

não me pertence.

E meu

espírito lhe

é perpendicular.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Do indizível

todas as teorias
todas as poesias
do que sentiam
nada diziam.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Do desejo

Falem o que quiserem!
O que sei é que desejo.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Um e Outro

Sobre o que não está: o que não está é do que tanto se fala tanto se sofre tanto se cala. O desejo de Um é barrado pelo desejo de Outro. E, em última análise, não se sabe o desejo de quem.

sábado, 16 de abril de 2011

Afetos

... tal doença é essa que afeta os sentidos?
Por que somos suscetíveis aos afetos?
Sentidos contidos,

explica-me esse ódio, essa amargura...

essa ternura em ópio?

Uma pele que não é minha.
Uma voz que não é minha.

Não é meu.
Isso não é meu...

Adriano de Oliveira.
Escrito originalmente em 20/02/2008

terça-feira, 5 de abril de 2011

Poema curto

Não sou eu quem chora...
... é a menina-dos-olhos.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Amor

Compartilhando desejos...